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PIB do Espírito Santo encolheu 2% em 2019, diz Findes
Petróleo e gás e celulose foram os principais responsáveis pelo baixo desemprenho do Estado de acordo com a Estimativa da Findes
 
O Produto Interno Bruto (PIB) capixaba retraiu 2% em 2019, de acordo com o Indicador de Atividade Econômica (IAE) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Essa queda projetada do PIB deve-se, principalmente, ao fraco desempenho da indústria, que representou 60% desse resultado negativo de 2019 (-7%).

Nos últimos quatro anos a indústria capixaba já acumula uma queda de 14,2%. A estimativa reproduz os cálculos das atividades econômicas de acordo com a metodologia utilizada pelo IBGE. Tradicionalmente, o instituto divulga os dados por Estado e município com um atraso de dois anos. Já o lançamento e divulgação do IAE foi realizado na tarde desta quarta-feira (11), na sede da Findes, em Vitória.
Segundo Marcelo Saintive, diretor-executivo do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), os números vão possibilitar uma análise mais detalhada dos setores do Estado, com divulgação trimestral da estimativa do PIB.

Em 2019, dois dos quatro principais setores que compõem o indicador da indústria tiveram mal desempenho, o que contribuiu para o resultado negativo no acumulado do ano: a extrativa mineral (-17,2%) e a transformação (-10,9%). De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Léo de Castro, o resultado do Espírito Santo foi frustrante principalmente pelo mal desempenho das áreas de petróleo e gás e celulose.
"Estamos há mais de três anos falando dos acidentes de mineração no país e estamos relacionando isso à retração da economia no Estado. Quando vamos entender o que está levando à queda da atividade econômica, no caso do extrativismo, vemos que é o petróleo e não o minério o culpado", pontua presidente da (Findes)

Por outro lado, os setores da construção (7,5%) e de energia e saneamento (4,2%) tiveram alta no acumulado dos últimos quatro trimestres, na comparação com o ano anterior. O presidente da Findes aponta que a melhora na construção está relacionada à lógica de redução de estoques, à redução de juros aos menores patamares históricos e ao déficit habitacional. O conjunto desses fatores resultou em um aquecimento nesse setor, diferentemente dos demais. Ainda segundo os dados do indicador, no ano passado a agropecuária teve queda de 3,4%. Já o setor de serviços, de - 0,2%.

QUARTO TRIMESTRE TEVE RESULTADO POSITIVO

 Apesar de fechar o ano em queda, no último trimestre de 2019, a economia capixaba cresceu 0,9% em comparação ao trimestre do ano anterior. Esse foi o primeiro trimestre positivo depois de cinco baixas consecutivas. A agropecuária (11,1%), a indústria de energia e saneamento (2,9%) o setor de serviços (0,6%) foram os que tiveram o melhor resultado nesse comparativo. Já a indústria de modo geral caiu -2,2%.
"Entramos 2020 muito otimistas. As razões permanecem, mas novos fatos aconteceram (coronavírus, guerra do petróleo, alagamentos no Estado, etc) e nós não podemos ficar ao largo disso. No âmbito local, precisamos de ações mais efetivas para enfrentar os problemas que levaram esses setores da economia capixaba a cair", avalia Léo de Castro.

 
Fonte da Notícia: A GAZETA Publicado: 12/03/2020
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