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PESQUISA IDEIES MOSTRA QUEDA NO FATURAMENTO DAS INDÚSTRIAS: FINDES COBRA REFORMAS JÁ

A pesquisa divulgada nesta terça-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) mostra que a pandemia atingiu fortemente as empresas do Espírito Santo.

Esta foi a maior pesquisa já realizada no Estado. O levantamento foi realizado pelo Ideies, o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo, para captar as impressões dos industriais capixabas. Foram ouvidas 383 empresas em todos os municípios do Estado

De acordo com o levantamento, o faturamento de 73% das empresas no Estado apresentou queda devido à pandemia.  Entre essas empresas, 57% relataram quedas superiores a 30%. A queda no faturamento levou à redução de carga horária e salário e a desligamentos. A pesquisa também diz que quase metade, ou 43%, já tiveram de reduzir o quadro de colaboradores.

“Fica claro que o impacto da crise foi avassalador para toda a economia. De 2015 até o momento, o PIB do brasil decresceu perto de 4%, enquanto o mundo cresceu 15%, e os emergentes cresceram 25%. O prejuízo é grande e suas consequências também”, comentou o presidente da Findes, Léo de Castro.

Ele também chamou a atenção para o problema de acesso ao crédito. “60% das empresas que precisaram do crédito não conseguiram ter acesso. Isso revela a complexidade do Sistema Financeiro, apesar de todo esforço feito pelo Governo Estadual e Federal”, ressaltou.

Os dados sobre os empregos também foram abordados. Segundo Léo, em dois meses, basicamente março e abril, nós extinguimos o mesmo número de postos de trabalho que foram criados no ano passado. “Devolvemos todo esforço que foi feito pelo Estado e pelas empresas em 2019. Isso sem considerar maio”.

A pesquisa mostra que 76% das empresas pesquisadas estão trabalhando com o volume de produção abaixo ou muito abaixo do esperado, 37% das empresas relataram não operar com estoques. Entre aquelas que operam com estoques, 57% estão operando com estoques abaixo ou muito abaixo do planejado/desejado durante esse período de pandemia.

Diante desse cenário, os investimentos foram reduzidos. Das entrevistadas, 77% das empresas haviam planejado investir no primeiro semestre de 2020, entre elas, 28% adiaram os investimentos para depois de 2020 e 17% adiaram para o segundo semestre deste ano; 21% cancelaram os investimentos e 25% realizaram parcialmente os investimentos planejados para o primeiro semestre de 2020. Apenas 10% dessas empresas realizaram os investimentos como planejados.

“Acreditamos que esse momento também provocou um avanço em algumas questões. A principal delas, sem dúvidas, foi a transformação digital. Além disso, esse desafio também pode ser um acelerador para avançarmos em uma agenda que é fundamental para o país”, destacou.

A presidente eleita da Findes, Cristhine Samorini, reforçou que a Federação continuará tratando as agendas prioritárias com a máxima dedicação para que o Estado e o País se desenvolvam.  “Diante dos dados, o impacto é muito acima do que estava previsto. O esforço será grande para apoiar o desenvolvimento do Estado e principalmente as pequenas e microempresas, que terão mais dificuldade para se recuperar”, pontuou.

“Essa é a sétima pesquisa que o Ideies realiza com os empresários, mas também é a mais completa. Os números só reforçam a necessidade de avançarmos nas reformas estruturais. O Brasil precisa crescer, para que o Espírito Santo também cresça”, destacou o economista chefe da Findes e diretor executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

Leia a pesquisa na íntegra!

Um grito pelas reformas: Manifesto em defesa do Brasil

Após a apresentação da pesquisa realizada com os empresários capixabas, a Federação lançou um manifesto em defesa de uma agenda para a retomada econômica do Estado.

Segundo o documento, um país estagnado não gera oportunidade, emprego e renda para a sua população. A reforma tributária, a nova lei do gás, o novo marco das ferrovias, as privatizações e concessões são colocados com destaque para apoiar nesses avanços.

Conheça:

Os 210 milhões de brasileiros têm o direito à oportunidade de uma vida melhor, com educação, saúde, saneamento e segurança. Afligidos pela pandemia e pelo fantasma do desemprego, não podemos ficar presos à estagnação econômica promovida por impasse político ou disputas partidárias. É hora de unir o país em torno do que realmente importa: gerar esperança e oportunidades para uma sociedade já exaurida.

De 2015 até o momento, o PIB do Brasil decresceu perto de 4%, enquanto o mundo cresceu 15% e os emergentes, 25%. Um país estagnado não oferece futuro à sua população!

A pandemia deve ser controlada com protocolos sanitários, mudança de comportamento da sociedade e o incansável trabalho dos profissionais de saúde. Cientistas do mundo inteiro correm para desenvolver vacinas. A pandemia vai passar.

Mas, quando ela passar, o que restará para a sobrevivência de milhões de trabalhadores desta e de futuras gerações? O Brasil não tem mais tempo a perder.

Caminhamos para duas décadas perdidas em um ciclo de 40 anos: a década de 1980 e esta, de 2010 até hoje. O que está em jogo é a nossa agenda de longo prazo: podemos comprometer o nosso futuro de forma irremediável, se não adotarmos medidas com urgência.

Precisamos lançar um grito pelas reformas estruturais, pela aprovação de marcos regulatórios que facilitem investimentos, pelas concessões e privatizações que façam frente à total falta de capacidade de investimento do país e dos Estados, gerando assim emprego e renda para todos.

Lideranças do Executivo e do Legislativo devem agir com a responsabilidade que o momento exige, em todas as esferas, Municipais, Estaduais e Federal.

Há pelo menos 20 anos o país debate reformas como a administrativa e a tributária. Tempo mais que suficiente para o amadurecimento de consensos.

Nesta semana o Senado deve concluir a votação do novo marco do saneamento. É um passo. Mas precisamos de muito mais.

Listamos abaixo destaques da agenda que entendemos serem URGENTES para a retomada do crescimento:

1) Nova lei do gás (PL 6407/2013)

2) Autonomia do Banco Central (PLP 200/1989)

3) Governo Digital (PL 3443/2019)

4) Novo Marco Legal de Ferrovias (PLS 261/2018)

5) Marco Legal do Saneamento Básico (PL 3261/2019)

6) PEC Emergencial (PEC 186/2019)

7) Reforma Tributária (PEC 110/2019 SF e PEC 45/2019 CD)

8) Reforma Administrativa (em discussão, a ser enviada ao Congresso)

9) Reforma do Setor Elétrico (PLS 232/2016)

10) Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 3729/2004 e PLS 168/2018)

11) Contrato de Trabalho Verde e Amarelo (MPV 905 do Poder Executivo)

12) Pacto Federativo (PEC 188/2019)

13) Desestatização da Eletrobras (PL 5877/2019)

14) Execução do Programa Nacional de Desestatização, atualmente com 17 empresas.

A decisão está nas mãos do Executivo e do Legislativo.  Precisamos que as lideranças façam acontecer!

TODA A SOCIEDADE PRECISA COBRAR O AVANÇO DESTA PAUTA. ESTA DEVE SER A AGENDA URGENTE DO BRASIL PARA O BRASIL.

Fonte da Notícia: findes Publicado: 25/06/2020
Sindifer -  Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo

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