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Siderúrgicas fecham 2º tri com crescimento de receita
Reajustes de preços, os primeiros sinais de recuperação da demanda por aço no país e a tentativa de melhorar a eficiência operacional fizeram as siderúrgicas brasileiras registrarem o primeiro crescimento de receita de um trimestre para o outro desde o terceiro trimestre do ano passado. Contudo, com um endividamento ainda muito alto e o caixa encolhendo, as companhias não apresentam lucro desde os primeiro três meses de 2015.

O Valor agrupou os balanços de abril a junho das três produtoras de aço de capital aberto no país - Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau e Usiminas. O prejuízo líquido conjunto ficou em R$ 87 milhões no trimestre, 92% menor do que um ano antes e melhora de 91% frente ao primeiro trimestre de 2016. Mas o incremento não esconde o fato de que nos últimos dois anos, em apenas três oportunidades, a última delas de janeiro a março de 2015, as siderúrgicas observaram resultados positivo.

Em duas vezes no ano passado, baixas contábeis derrubaram a última linha do balanço. Mesmo sem efeito sobre o caixa, os chamados "impairments" mostram piora na perspectiva futura. Além disso, operacionalmente a situação piorou. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) agregado chegou ao pior nível da década nos três últimos meses de 2015, de R$ 1,35 bilhão, e a margem também, em 8%.

Desde então, a situação melhorou. Trimestre sobre trimestre, é a segunda vez consecutiva que o Ebitda cresce, somando R$ 2,12 bilhões entre abril e junho deste ano. A queda, em comparação anual, é de 4,3%, mas sobre o primeiro trimestre, houve crescimento de 23,8%. A receita líquida subiu ante o trimestre anterior pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2015, alta de 4,1% para R$ 16,63 bilhões. Em comparação anual, ainda há queda de 2,9%, mas em dois anos apenas em duas oportunidades houve alta nessa relação.

Foram cerca de 30% de aumento de preços para aços planos e algo próximo a 20% para longos no segundo trimestre. Isso ajudou a engrossar a receita das siderúrgicas. Mas certos sinais de procura maior por aço também ajudaram, com alta das vendas de um trimestre para o outro e perspectivas mais positivas para 2017. A CSN se diz "muito otimista" com o cenário em 2017, mas as diretorias de Gerdau e Usiminas também projetam melhora.

O volume de vendas dá as pistas dessa retomada. Apesar da desaceleração em julho, dados do Instituto Aço Brasil mostram que em maio e junho o consumo aparente de aço no país subiu, ante o mês imediatamente anterior. Em julho, houve queda de 5,2%. Apesar disso, a produção no mês passado atingiu 2,7 milhões de toneladas, máxima em nove meses.

No lado financeiro, alguma evolução das siderúrgicas é sentida. O endividamento bruto encerrou junho em R$ 59,46 bilhões, 7,4% a menos do que em março e corte de 4,2% frente ao mesmo mês do ano passado. É o menor nível desde dezembro de 2014, mas boa parte dessa mudança deve-se à valorização do real. Mais de metade das obrigações são em moeda estrangeira.

Contudo, o caixa continua a minguar. Os R$ 13,27 bilhões do fim do segundo trimestre de 2016 são patamar mais baixo da década, representando declínio de 32,6% em comparação anual e de 3,4% na trimestral. Como uma das medidas para conter a sangria, os investimentos também fecharam na mínima desde o fim de 2010, em R$ 849 milhões.

Quem mais contribui para a deterioração financeira é a CSN. Enquanto Gerdau, com fluxo de caixa positivo e redução do endividamento, e Usiminas, levando a cabo um aumento de capital de R$ 1 bilhão, veem a dívida líquida chegar a níveis baixos como não se via desde o fim de 2014, a CSN ainda ostenta o maior índice, de R$ 25,87 bilhões. Neste ano, a dívida líquida da siderúrgica de Benjamin Steinbruch foi reduzida em menos de R$ 1 bilhão.

O que a empresa precisa e o mercado espera é a venda de um ativo para reforçar o caixa. Segundo fontes, a Metalic, fabricante de latas de aço controlada pelo grupo, deve ser o primeiro negócio a ser alienado, por cerca de R$ 100 milhões. Isso representa 0,4% da dívida líquida da CSN.

Em termos de alavancagem, a Usiminas, que chegou perto de um evento sério de liquidez, continua a pior. Seu Ebitda encontra-se negativo em R$ 195 milhões nos últimos 12 meses, o que deixa o índice de alavancagem (dívida líquida/Ebitda) no vermelho em 23,2 vezes.
Fonte da Notícia: Valor Econômico Publicado: 23/08/2016
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