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Confira a matéria de A Gazeta que trata da parceria entre Sindifer e Estel Energia


Empresas apostam na produção de energia no ES e amenizam crise elétrica

Em meio a um cenário de deterioração do nível dos reservatórios das hidrelétricas e possíveis problemas de abastecimento nos próximos meses, grandes empresas que atuam no Espírito Santo têm reforçado a produção de energia. São iniciativas voltadas tanto para o consumo próprio como para o compartilhamento de excedentes com o sistema nacional de energia.

Segundo informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente o Estado tem 68 usinas instaladas com potência de aproximadamente 1,6 milhão de kW. São empreendimentos voltados para a geração de energia através das fontes hídrica, biomassa, solar e combustíveis fósseis, distribuídos pela Grande Vitória; e também por municípios como Linhares, Aracruz, Itapemirim entre outros.

Muitas dessas usinas pertencem a empresas especializadas em energia, mas também há participação de indústrias do ramo da metalurgia, celulose, rochas ornamentais, e até de gêneros alimentícios. 

Neste contexto, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Espírito Santo (Sindifer) firmou uma parceria com a Estel Energia, para aquisição de energia por preços mais acessíveis. 

As empresas associadas ao sindicato que se enquadrarem nas tarifas B3 (baixa tensão) poderão integrar uma cooperativa de microgeração de energia e usufruírem dos mesmos preços aplicados pelo mercado livre de distribuição, modalidade que tem chancela da Aneel.

Segundo nota divulgada pela entidade, essa iniciativa faz parte do planejamento estratégico do Sindifer, que objetiva ampliar os benefícios aos associados de modo a reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade.

“A energia utilizada nesta modalidade será proveniente de uma CGH – Central Geradora Hidrelétrica, da Estel, que está em processo de construção em Muniz Freire, com previsão de funcionamento para julho de 2022. A energia gerada será injetada diretamente na distribuidora (EDP). Por se tratar de energia renovável, a Aneel estabelece uma política de geração de créditos, que poderão ser abatidos nas contas de energia.”

Hoje, cerca de 6,5 mil consumidores também realizam mini e micro geração de energia (MMGD) na área de concessão da EDP, de acordo com a concessionária. A produção alcança 93,1 kW. Por se tratarem de dados privados, a empresa não informou quanto desse total é utilizado para consumo próprio e qual o excedente repassado.


SISTEMA NACIONAL
Conforme explicou o coordenador do curso de pós-graduação em Eficiência Energética Industrial do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) São Mateus, Rodrigo Fiorotti, o sistema de energia nacional é interligado. Assim, mesmo que uma empresa esteja situada no Espírito Santo, quando repassa a energia que “sobra”, beneficia não somente o Estado, mas outras regiões do país. O mesmo acontece quando companhias em outros locais compartilham sua produção.

“Hoje, as hidrelétricas ainda respondem por cerca de 64% da matriz elétrica brasileira. Contudo, temos um espaço muito grande para crescer em outras áreas e expandir a geração de energia solar, eólica, entre outras, e a atuação das empresas contribui com esse avanço, e com a redução da pressão sobre o sistema hidrelétrico.”

A preocupação com cenário para o fornecimento de energia elétrica no país ganhou os holofotes a partir de abril, devido aos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. O período chuvoso termina em março e, neste ano, foi marcado pelo ior histórico de afluência do Sistema Interligado Nacional (SIN) desde 1931, início da série histórica.

Mas, desde outubro, o Operador Nacional do Sistema (ONS) tem autorização para adotar medidas excepcionais diante da escassez de chuvas. Conforme observou Fiorotti, quando os reservatórios caem, é preciso despachar outras fontes de geração de energia, principalmente as térmicas, que têm um custo mais alto. Contudo, a combinação de outras ações também ajuda a aliviar o sistema.

“Há formas de diminuir a pressão sobre o sistema: reduzir o consumo, torná-lo mais racional, e mas também produzir mais energia, com geração das próprias unidades consumidoras. Desde 2012, por exemplo, o consumidor brasileiro pode gerar suas própria energia a partir de fontes renováveis. E quanto mais gerar, mais vai diminuir a demanda do setor elétrico. Todos esses esforços que estão sendo feitos contribuem, mas ainda há muito a avançar.”


CRISE HÍDRICA: PIOR SECA EM QUASE UM SÉCULO

O país enfrenta atualmente a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, segundo avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os reservatórios das hidrelétricas estão com menos de um terço da capacidade e o período de chuvas já acabou. Entre setembro do ano passado e abril de 2021, o Brasil registrou o menor volume histórico de água nas represas das usinas hidrelétricas, responsáveis pela maior parte da energia gerada no país.

O baixo volume dos reservatórios afeta, principalmente, as Regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por grande parte da capacidade de armazenamento de água em território brasileiro. Embora o Espírito Santo não tenha sofrido com a seca, ele é afetado indiretamente já que o sistema elétrico é interligado em todo o país.

Diante da situação crítica, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou o ONS a utilizar todos os recursos disponíveis para poupar água nos reservatórios das hidrelétricas, "sem limitação nos montantes e preços associados". Além disso, autorizou o acionamento das usinas termelétricas e também a importação de energia da Argentina e do Uruguai e a importação de gás natural da Bolívia, de modo minimizar a crise do setor de energia.

Para ler a matéria completa no site A Gazeta, CLIQUE AQUI

Fonte da Notícia: A Gazeta Publicado: 21/07/2021
Sindifer -  Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo

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