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Dia Mundial da Saúde: Sindifer propõe reflexão sobre a prevenção

Já diz o ditado: prevenir é melhor do que remediar! Em se tratando de saúde do trabalhador, então, este tema se torna ainda mais significativo.  Um estudo de 2018, publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, revelou que acidentes de trabalho vitimizam mais de 700 mil trabalhadores anualmente no Brasil. Dos três setores econômicos, o maior responsável pelos acidentes de trabalho no país é o industrial. Dentro desse setor, a indústria metalúrgica e a metalmecânica se destacam pela proporção de afastamentos decorrentes de acidentes e agravos relacionados ao trabalho.

Por essas razões, o Dia Mundial da Saúde (07/04) foi dia de planejamento de retomada das atividades do Comitê Prevenir. De acordo com a gerente executiva do Sindifer, Rita Dillem, o comitê técnico tem como objetivo  fomentar iniciativas em prol da saúde e segurança do trabalhador, principalmente no que diz respeito ao trabalhador da Indústria, onde infelizmente em muitos casos, empresas ainda tratam o assunto exclusivamente como custo e não como investimento.

"Nossa meta é sensibilizar aquele gestor que ainda não conseguiu perceber que o impacto que um acidente de trabalho pode causar a sua empresa é muito maior que o investimento feito em prevenção e conscientizar os colaboradores da importância de se adotar procedimentos de prevenção à sua saúde e segurança, assegurando o seu bem estar e consequentemente o da sua família", destaca a gerente.

Com a retomada dos trabalhos do grupo, entrará em pauta a sexta edição da Semana Prevenir. "As ações de apoio e conscientização serão realizadas ao longo do ano, assim como em 2021, em que disponibilizamos, por exemplo, máscaras, álcool 70?  e até testes de covid-19 a preço de custo para os associados. Mas a semana trará novamente uma diversificação e intensificação de eventos para levar informação técnica de qualidade e reflexão não só aos associados e trabalhadores da indústria como à sociedade em geral", revela Rita.
 

Vamos falar de prevenção?

A prevenção não pode passar despercebida na rotina da indústria. A adoção de medidas que visem evitar ou retardar a ocorrência de um fato indesejado como um acidente de trabalho, assim como a investir em ações corretivas para reparar danos já estabelecidos devem ser as principais metas das empresas.

Então vamos aproveitar o Dia Mundial da Saúde e falar sobre cinco ações preventivas que podem trazer benefícios para a indústria metalomecânica.

1. Realizar manutenções das máquinas e equipamentos rotineiramente 

O investimento na manutenção preventiva de máquinas e equipamentos é uma forma eficiente de reduzir acidentes. A cultura da prevenção e do cuidado deve ser divulgada nas empresas e o custo com essa manutenção, quando colocado “na ponta do lápis”, gera um impacto muito grande,  que é a preservação da vida e da saúde do trabalhador. 

A falta de manutenção preventiva aumenta o risco de acidentes, já que o trabalhador, ao tentar resolver o problema, pode se expor a situações que comprometem sua integridade física.

Incluir na rotina manutenções regulares é a melhor forma das indústrias aumentarem a  segurança dos trabalhadores, reduzirem o custo com reparos fora de hora e elevarem a produtividade. É importante lembrar também que, para realizar uma manutenção preventiva com segurança, deve-se tomar cuidados importantes, como isolar e sinalizar bem a área em manutenção.

2. O ambiente de trabalho deve ser seguro

O conjunto de medidas preventivas é o melhor caminho para proteger a equipe de acidentes. Os EPCs são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos coletivos existentes nos processos industriais. Entre os modelos principais, estão os cones e faixas de segurança, placas de sinalização, sensores de presença, sirenes e alertas luminosos, cadeados e garras de bloqueio, bloqueios de disjuntores, entre outros.

Evitar acidentes de trabalho também impacta na economia da empresa. Os custos com esses acidentes são altos se o Fator Acidentário de Prevenção – FAP, que é calculado sobre os dois últimos anos de históricos de acidentes registrados na Previdência Social as empresas sem nenhum acidente são bonificadas com a redução da alíquota, e as que registram acidentes e doenças ocupacionais pagam mais. 

Empregado que adoece no trabalho por causas ocupacionais gera custo para as empresas porque também ficam afastados de seus espaços produtivos. 

3. O uso de EPIs garantem a segurança da atividade

É responsabilidade da empresa fornecer aos funcionários os EPIs necessários para desempenhar cada atividade. É fundamental que o equipamento tenha o Certificado de Aprovação (conhecido como CA) exigido pelo Ministério do Trabalho (MTE). A escolha do EPI deve estar de acordo com o grau de proteção exigido para a função inerente ao risco do equipamento.

4. Investir em treinamento e capacitação das equipes

O valor investido em treinamentos para a prevenção de acidentes de trabalho é muito menor do que os custos envolvidos em um acidente de trabalho. Por isso, a empresa deve exigir a presença de toda a equipe na capacitação e treinamento oferecido para aumentar a segurança interna. O objetivo é educar os trabalhadores sobre as atitudes preventivas que todos devem ter para reduzir os riscos durante as atividades realizadas nas indústrias.

5. Incentivar que os empregados realizem seus exames periódicos de prevenção 

A empresa deve incentivar que os empregados realizem com periodicidade exames de prevenção e cuidados. A detecção precoce de doenças aumenta as chances de cura. A responsabilidade deve ser do próprio empregado que deve se comprometer em estar atento aos sinais e procurar um médico especialistas sempre que sentir que algo não está bem. 

O maior capital de uma empresa é o humano. Cuidar e preservar a vida e saúde são atitudes fundamentais. 

 

 

Publicado: 07/04/2022
Sindifer -  Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo

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