Desoneração da folha de pagamento alivia Custo Brasil
Segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Custo Brasil, dado que mede as dificuldades enfrentadas pelos empresários para se produzir no país, sofreu uma queda na diferença para país de 1° mundo como Alemanha e Estados Unidos. Segundo o estudo, o custo do produto feito no Brasil é 37% mais elevado do que nos Estados Unidos e Alemanha. Em 2008, a diferença era de 40%.
Para a Abimaq, o recuo não elimina os problemas de competitividade do País. "De certa maneira é um bom sinal. Mas é muito pouco, isso significa que se o Custo Brasil continuar a cair nesse ritmo, vamos demorar 30 anos para zerá-lo", afirma Mário Bernadini, diretor de competitividade da Abimaq.
Os dados consideram só a indústria de bens de capital, mas, segundo a pesquisa, são semelhantes para o resto da indústria de transformação. Para mostrar a diferença de custo, a Abimaq calculou o peso de oito itens sobre a receita líquida de vendas.
A queda do custo industrial pode ser explicada basicamente por uma combinação entre desoneração da folha de pagamento e desvalorização do real, segundo Bernadini. A primeira permitiu que os encargos salariais, antes 3% mais caros que no exterior, reduzissem a diferença para 0,95%.
Já a queda do real ante o dólar trouxe vantagens competitivas e explica o peso menor dos insumos dentro da estrutura de custos do setor. Os insumos básicos - que representam a maior disparidade de custo entre produzir aqui e lá fora - eram 24% mais salgados em 2008. No ano passado, a disparidade encolheu para 20,4%.