Indústria recua 2% e elimina ganhos de junho
Em julho de 2013, já descontadas as influências sazonais, a produção industrial caiu 2%, praticamente eliminando a expansão de 2,1% assinalada em junho. O resultado foi divulgado pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira (3).
No confronto com igual mês do ano anterior, o setor industrial apontou crescimento de 2% na produção, quarta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação.
Com os resultados, o índice acumulado dos primeiros sete meses do ano avançou 2% frente a igual período do ano anterior, repetindo, portanto, a marca observada no fechamento do primeiro semestre.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar expansão de 0,6% em julho de 2013, manteve a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado (-2,6%) e assinalou o resultado positivo mais elevado desde novembro de 2011 (0,7%). O índice de média móvel trimestral mostrou variação de -0,7%.
Produção de veículos e indústria farmacêutica puxam queda
As principais influências negativas foram registradas na produção de veículos automotores (-5,4%) e farmacêutico (-10,7%), ambos eliminando os avanços assinalados no mês anterior, de 1,8% e 10%, respectivamente.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de borracha e plástico (-4,5%), celulose, papel e produtos de papel (-3,6%), alimentos (-1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-9,4%), máquinas e equipamentos (-1,6%), outros equipamentos de transporte (-3,3%), metalurgia básica (-1,8%) e outros produtos químicos (-1,5%).
Segundo o IBGE, vale destacar que, com exceção do segmento de produtos químicos, que mostrou taxa negativa pelo segundo mês seguido, as demais atividades apontaram resultados positivos em junho último: 0,4%, 3,4%, 0,8%, 8,6%, 3,4%, 9,2% e 0,6%, respectivamente.
Por outro lado, entre as 11 atividades que ampliaram a produção, o desempenho de maior importância para a média global foi verificado em refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), que recuperou parte da perda de 4,1% assinalada no mês anterior.
Vale citar também as expansões observadas nos setores de bebidas (2,3%), de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,5%) e de produtos de metal (2,0%).
Produção de bens duráveis cai 7,2%
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 7,2%, assinalou a queda mais acentuada em julho de 2013, eliminando, assim, o avanço de 4,5% registrado em junho último.
O segmento de bens de capital (-3,3%), que também apontou recuo acima da média nacional (-2%), devolveu parte da expansão de 6,5% observada no mês anterior. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,5%) e de bens intermediários (-0,7%) também mostraram taxas negativas nesse mês, com o primeiro eliminando parte do avanço de 2,7% de junho, e o segundo assinalando a terceira taxa negativa consecutiva, período em que acumulou perda de 1,8%.